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Rio, 16 de Março de 2002
Volta para O Mundo

Brasileiro descobre uma estrela supernova
Roberta Jansen

Um engenheiro eletricista de 40 anos, funcionário do Banco Central em Brasília, acaba de garantir um lugar na seleta lista de descobridores de eventos astronômicos. No último dia 8, Paulo Fonseca de Cacella, astrônomo amador desde os 9 anos, observou uma supernova, que jamais havia sido detectada. As supernovas são explosões de estrelas, extremamente brilhantes, que guardam importantes informações sobre a expansão do Universo. A descoberta, a primeira do tipo feita por um amador brasileiro, foi comunicada imediatamente à União Astronômica Internacional.

-— Duas horas depois, astrônomos do Observatório de Lick, na Califórnia, informaram que a descoberta era correta — contou Cacella.

Estrela fica na direção da constelação de Leão

A supernova observada pela primeira vez pelo brasileiro recebeu o nome de 2002bo e fica na galáxia NGC 3190, na direção da constelação de Leão. A galáxia está localizada a 60 milhões de anos-luz (um ano-luz equivale a 9,5 trilhões de quilômetros) da Via Láctea, distância considerada relativamente curta em termos astronômicos. A observação foi feita num telescópio simples em relação aos equipamentos utilizados por profissionais.

— Sou um amante da astronomia, não propriamente um astrônomo amador. A astronomia, para mim, é um hobby filosófico. Uso os instrumentos para observar a natureza e criar uma certa sincronia com o Cosmo. Observo o céu desde os 9 anos e cheguei a pensar em cursar astronomia, mas as condições não eram favoráveis — divaga Cacella. — Na sexta-feira, eu estava assistindo à TV quando resolvi montar meu telescópio no terraço e observar. Decidi olhar um conjunto de três galáxias em Leão. Na primeira observação, desconfiei de uma minúscula estrela — conta o engenheiro.

Fenômeno é considerado o mais energético do Universo

Até hoje, em nossa história, foram observadas cerca de duas mil supernovas. As brilhantes estrelas constituem um evento raro e difícil de ser observado. Em geral, as observações ocorrem casualmente, como no caso de Cacella.

— Uma grande parte das descobertas foi feita em galáxias remotíssimas por times de busca automática, com dezenas de pesquisadores associados e telescópios caríssimos —- diz Cacella. — Acho impossível, nos dias de hoje, ocorrer novamente uma descoberta como a minha, feita com esse tipo de equipamento e nessa localização (a supernova está no Hemisfério Norte e, portanto, seria mais facilmente observada dos EUA, Ásia ou Europa). Para o Brasil a importância está na educação. Em mostrar que está ao alcance de pessoas comuns ajudar no processo científico — acrescenta, o astrônomo amador, com visível orgulho.

O fenômeno que gera as supernovas é considerado um dos mais energéticos do Universo, segundo o astrônomo do Observatório Nacional Paulo Pellegrini, responsável, ele também, pela descoberta de uma dessas estrelas, em 1983.

Supernova é tão luminosa quanto uma galáxia

— Uma supernova é uma estrela que, devido a algumas características específicas, passa por um evento explosivo de grandes proporções e joga quase toda a sua massa no meio interestelar, a grandes velocidades. Seu brilho aumenta repentinamente e ela pode se tornar tão luminosa quanto milhões de estrelas juntas e, em alguns casos, mais brilhante que a galáxia onde se encontra. A explosão de uma supernova próxima ao nosso Sistema Solar seria catastrófica para a raça humana — define Pellegrini.

O material expelido pela supernova eventualmente se condensa, formando novas estrelas. As supernovas representam, assim, um dos mecanismos por meio dos quais as galáxias evoluem.


Leia mais
O estudo das supernovas


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